21/05/2021

Definhamento

Diante da persistência emocional da pandemia, o medo e a angústia inicial deram lugar ao abatimento crônico.

O sociólogo Corey Keyes nomeou este estado como: definhamento.

  • falta de motivação, se arrastando através dos dias,
  • sensação de estagnação e vazio,
  • falta de concentração, de alegria e de objetivo.

Um estado que não é depressão pois não tem a sensação de impotência, nem esgotamento, pois ainda há energia (para o essencial, mas há).

Você fica “indiferente à própria indiferença”, e aí que está o perigo pois “quando alguém não pode ver o próprio sofrimento, não busca ajuda ou faz alguma coisa para se ajudar”.

O perigo é o definhamento evoluir para quadro de ansiedade, depressão ou transtorno de estresse.

E como sair disso?

Reconhecer o estado de definhamento é o início para sair dele. Em um dia tive 3 clientes que se queixaram disso: “só tinham energia para o básico”, quando entenderam que era um estado reativo à extensão da pandemia e que muitas pessoas estavam passando por isso, reduziram a cobrança, se acolheram no sentimento e puderam aos poucos retomar projetos pessoais.

No artigo, o psicólogo Adam Grant afirma que o estado de “fluxo” pode ser a saída para o definhamento.

Fluxo é o “estado de absorção em um desafio importante ou uma conexão” momentânea em que a sensação de tempo, espaço e self se dilui, ou seja, um mergulho em algo que dá a sensação de plenitude.

Comece com um desafio pequeno, que você supere aos poucos, que force suas capacidades e que possa ser comemorado como uma pequena vitória. É um pequeno passo para reencontrar a sua energia e entusiasmo, que desapareceram ao longo destes meses.

Portanto, para adquirir o estado de fluxo requer a atenção focada e não ceder às interrupções constantes da vida (ou seja: desligue ou esconda o celular, quando estiver fazendo algo que é interessante).

 

Foto: Zachary DeBottis (Pexels)

Para ler o artigo completo: Google “definhamento + Folha de São Paulo”

Artigo original: NYTimes

Posts relacionados