21/05/2020

Emoções

O neurocientista português Antonio Damásio desvendou os “mistérios da consciência” (livro já recomendado aqui), classificando as emoções primárias, que são básicas, inatas, comum à maioria das pessoas, e não dependem (tanto) de fatores culturais.

As emoções primárias são: medo, raiva, tristeza, alegria, amor, nojo ou repugnância e, surpresa.

As emoções são alterações fisiológicas no organismo em resposta a algum estímulo, são automáticas e nem sempre conscientes, estão relacionadas ao mecanismo de sobrevivência, portanto são necessárias para a adaptação.

O estímulo que desperta a emoção pode vir do ambiente ou da própria mente.

As emoções sofrem interferência do componente subjetivo, ou seja, dependem da interpretação de cada um à situação.

Elas variam de intensidade (pode ser uma raivinha ou um raivão) e tem um certo período de duração, têm começo-meio-e-fim.

Isto é uma das chaves para lidar com elas, a tristeza não durará para sempre, isso mesmo: “vai passar!”

Quando se fala da importância das emoções para a adaptação e sobrevivência, não é somente sobre a sobrevivência física, mas da psíquica também.

A emoção é importante para a evolução e o amadurecimento, é um dos pilares em que o racional deve se apoiar para lidar com a realidade, e possibilitar a transformação no mundo interno ou no mundo externo.

É um ciclo de troca: a emoção afeta, surge a oportunidade desta sensação se tornar consciente e levar à reflexão.

O que faço com essa emoção? Está relacionada com algum sentimento? O que devo fazer com isso? É necessário mudar algo fora (necessidade de dialogar, mudar a postura)? Ou mudar algo dentro (rever a forma de ver as situações, por exemplo)?

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