Medo

O medo é a primeira postagem sobre as emoções primárias.

Esta emoção é uma resposta natural, importante para a sobrevivência do indivíduo.

Tem o objetivo de antever o dano físico ou psicológico para mobilizar a “atitude”.

A partir de um estímulo físico (um cachorro feroz, uma ameaça de assalto) ou mental/emocional, por exemplo, quando se imagina uma situação de abandono ou rejeição, o organismo inicia o estado de alerta.

Independente do estímulo ser mental ou físico, o “cérebro” interpreta como perigo e inicia uma série de reações fisiológicas: descarga de de adrenalina que desencadeia taquicardia, tremor, diarreia, alteração da pressão arterial.

Sendo assim prepara o corpo para a reação de luta, fuga ou “freezing” (congelar, desmaiar, assustar).

Alguns estados emocionais que se originam do medo: nervosismo, desconfiança, preocupação, desesperança, insegurança, ansiedade, pânico, fobia, pavor.

O medo usa máscaras, algumas delas são: controle, perfeccionismo, preguiça, procrastinação.

Em relação ao temperamento, o medo é uma emoção de inibição, que fortalece o sistema de defesa psíquico, a ideia é “não baixar a guarda”.

Mas é necessário o equilíbrio deste sistema de defesa, pois defesa demais não permite o risco, a ousadia, a coragem e consequentemente a ação.

Ficar inerte pelo medo pode ser uma das causas da depressão e da ansiedade.

Para que o medo não atrapalhe as possibilidades de conquistas, deverá ser transformado em cautela.

Analisar o medo de frente, desvendar esse fantasma, nomeá-lo e decifrá-lo, assim passa a ser possível fazer a prevenção do que pode “dar errado”, cria-se uma estratégia, sem ser necessário ficar paralisado diante da ação.

Foto: Kat Jayne

Posts relacionados