08/06/2020

Raiva

Assim como as outras emoções, sentir raiva é natural.

Ela é desencadeada pela possibilidade de ameaça ao “ego”: injustiça, indignação, timidez, insegurança e através da frustração (quando se é privado de algo).

Assim como no medo, o organismo inicia uma descarga de adrenalina, desencadeando aumento da pressão arterial e alteração do ritmo cardíaco; a face fica avermelhada, o corpo tenso, tudo pronto para a ação!

Só que não… esta é uma emoção muito destrutiva e dependendo da intensidade a ação vira caos e destrutividade, catar os cacos é bem mais custoso do que se conter.

Portanto deixe-a passar, de uma volta, tome um banho, ouça música… organize o pensamento, pondere quais as atitudes necessárias e se posicione.

No aspecto positivo é uma emoção de ativação, e pode gerar atitude, posicionamento, colocação de limite, com assertividade.

Assim como o medo uma emoção instintiva, importante para a sobrevivência e que dá energia para a manutenção do território físico e psíquico. Não lidar bem com a raiva ou negá-la atrapalha esta função.

Diferenças

A expressão da raiva, assim como as outras emoções, é diferente entre as pessoas, apresenta uma variação grande:

  • raiva para dentro: não expressão,
  • raiva pra fora: direcionamento contra pessoas, objetos, com ataque de fúria, violência física ou verbal.

A variação desta expressão depende de uma série de fatores: questões sociais (educação, cultura, época) e psicológicas (temperamento – grande impulsividade, autoritarismo, dificuldade de controle dos sentimentos; para lidar com o estresse, herança familiar – comportamento aprendido; e traumas como abuso infantil, por exemplo).

Há diferença entre “raiva estado” e “raiva traço”. No primeiro é um estado passageiro diante de um evento específico; a “raiva traço’’ é uma tendência em ver as situações como injustas e frustrantes, neste caso é originada pelo temperamento ‘raivoso’, pessoas que tem mais propensão a reagir com raiva quando criticado ou tratado de maneira injusta.

Atenção aos estados emocionais que se originam dela, são eles: impaciência, indignação, irritabilidade, hostilidade, revolta, fúria, ódio.

Nas situações extremas (não expressão ou raiva constante), esta emoção pode desencadear problemas físicos (tensão, hipertensão, problemas cardíacos), emocionais, relacionais e sociais.

A raiva, quando não expressa, gera frustração e apatia, ao longo do tempo pode levar à depressão.

E o que eu faço com a raiva?

A paciência é a virtude a ser desenvolvida para se contrapor a esta emoção, ela auxilia a sermos menos reativo às circunstâncias.

A não aceitação é outro o ponto para se refletir sobre a esta emoção (e suas variações), sempre tem aquele “não acredito que ele fez isso (ou eu fiz isso)!”, “não pode ser!”, “a vida é injusta…”, “isso não é correto!”. Pois é, a aceitação ajuda muito a lidar com a raiva, mas é a aceitação da situação, que é possível que aconteça, pois as pessoas são diferentes, pensam de formas distintas, mas isso não significa ser condescendente ou submisso!

Sentimentos muito intensos atrapalham uma avaliação adequada da situação, após a raiva “assentar”, pondere melhor a situação, cheque se a situação foi injusta mesmo, ou se você colocou expectativa demais. Se julgar necessário: busque o diálogo (interno ou externo).

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